Realizado do dia 15 ao dia 25, todas as atenções estavam voltadas para o 64º Internationale Automobil-Ausstellung - IAA - conhecido como o Salão Internacional de Frankfurt, considerado o maior e mais importante salão do mundo. O evento registrou 928 mil visitantes durante os 10 dias em que esteve aberto ao público, 10% a mais do que foi registrado em 2009. Nesta edição do evento, a maioria dos veículos apresentados pelas montadoras são elétricos ou híbridos, consolidando a tendência mundial por veículos mais econômicos e menos poluidores.Matthias Wissmann, presidente da Associação Alemã para a Indústria Automóvel (VDA) - entidade que organiza o Salão de Frankfurt - afirma que o sucesso desta edição "demonstra que, para muitas pessoas, o fascínio exercido pelos automóveis, continua inabalável".
Pela primeira vez na história, a IAA criou um espaço exclusivo para os veículos elétricos: Hall of Electric Mobility. Neste local, todos os expositores puderam demonstrar ao público e à imprensa suas soluções para um mundo mais sustentável. Ainda nesta temática, no dia 21 foi realizado o Congresso de Mobilidade Elétrica, evento paralelo ao Salão de Frankfurt, onde visitantes, expositores, jornalistas e políticos puderam discutir sobre o futuro da mobilidade e do automóvel, bem como a eficiência de consumo de combustível e a redução nas emissões de gases poluentes. Temas como armazenamento de energia, novas tecnologias para concepção de veículos elétricos e redes inteligentes foram os destaques do congresso.Este congresso, de um dia, reuniu um número impressionante de especialistas, com previsões sobre o futuro dos veículos elétricos muito diferentes, inclusive com relação às aplicações e à penetração no mercado. Enquanto alguns estudos apontavam que os veículos com motores a combustão interna representariam 30% da frota mundial em 2050, outros indicavam que apenas 2% dos veículos convencionais ainda estariam em circulação. Neste caso, os VEH (veículos elétricos híbridos) seriam uma 'ponte de transição de tecnologias', com os VEH predominando até 2030 e os VEHP - veículos elétricos híbridos plug-in e VE-AE - veículos elétricos de autonomia estendida até 2035, até os VEB - veículos elétricos a bateria e FCEV - veículos elétricos a célula combustível atingirem o mercado de massa, respectivamente, a partir de 2030 e 2035.
Um dos temas abordados no congresso foi o poder de inserção no mercado de um veículo elétrico. Segundo a Bosch, a própria indústria pode influenciar ativamente na competitividade, com a implementação de soluções para reduzir o custo final de um veículo elétrico, como uma padronização extensiva em um estágio inicial, desde a arquitetura até as linhas de produtos para minimizar esforços. Para o Dr. Rudolf Krebs, gerente do Group for Electric Traction da Volkswagen AG, "A mobilidade elétrica é muito mais do que apenas desenvolver um veículo elétrico", destacando que a forma de recarga e o gerenciamento de energia da bateria são um dos principais itens que devem ser observados.
A grande maioria das palestras realizadas no Congresso de Mobilidade Elétrica está disponível para download no site da IAA.
Entretanto, nada disto seria possível se a evolução tecnológica dos componentes que constituem este tipo de mobilidade não acontecesse.Diversas empresas aproveitaram o evento e colocaram em exposição suas soluções, como inovações nos motores elétricos, novas tecnologias de baterias e módulos especiais de refrigeração. Dentre várias soluções apresentadas, podemos destacar:
• Módulos solares: Asola apresentou módulos com potências variando de 150 a 300 W
• Pneus para veículos elétricos: Continental e Michelin desenvolveram pneus específicos, reduzindo a resistência ao rolamento, com o objetivo de aumentar a autonomia do veículo
• Gerenciamento de temperatura: HS Systemtechnik e Konvekta mostraram tecnologias distintas, mas que visam o controle de temperatura das baterias de íon-lítio, aumentando o tempo de vida útil
• Navegador GPS: TomTom International desenvolveu um navegador exclusivo para veículos elétricos, que considera as características do veículo para traçar a melhor rota de destino
Outro tema abordado foi a fabricação de baterias. Enquanto a empresa SB LiMotive declarou que empenhará seus esforços no desenvolvimento de baterias de lítio-ar, que terá dez vezes mais energia específica do que as atuais baterias de íon-lítio, os cientistas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha, afirmam que os custos para fabricação de baterias podem ser reduzidos pela metade até 2018. "O foco não deve ser o de moléculas individuais ou de componentes, mas o desenvolvimento de soluções para o sistema que será aplicado, soluções estas que satisfaçam os requisitos industriais", explica Andreas Gutsch, coordenador do "Competence E" umbrella Project. Em conjunto com a KIT, 250 cientistas de 25 instituições trabalham de forma interdisciplinar neste projeto.
A estrutura do evento também merece seu destaque: o Salão de Frankfurt era composto por 11 pavilhões de exposição, cada um com quase o mesmo tamanho do utilizado no Salão de São Paulo, como comparação. Por isso, nos dias de imprensa, é comum jornalistas se deslocarem pelo evento em carros cedidos pelas próprias marcas presentes no evento. As "caronas" deste ano foram realizadas por veículos elétricos, híbridos ou a célula combustível.
Sobre os veículos elétricos que foram apresentados no Salão de Frankfurt, é inquestionável afirmar que a evolução deste tipo de mobilidade, seja ela puramente elétrica, híbrida ou célula a combustível, afetou diretamente tanto o conceito dos consumidores e fabricantes, quanto o design dos veículos. Veja abaixo a lista dos principais veículos elétricos apresentados na 64ª edição do evento.
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