Capital terá local para demonstrar carro elétrico

sábado, 14 de maio de 2011

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Contando com ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos de série, carro ainda possui câmbio automático. O motor é livre de gases poluentes
FOTO: DIVULGAÇÃO
Madri Silêncio, zero de emissão de poluentes e versatilidade no trânsito. Esta é a sensação ao fazer o test-drive no carro elétrico. A certeza é de que o futuro pertence a estes veículos, que já existem não só nos modelos compactos, mas também nos de maior porte. O principal entrave para que eles acelerem e cheguem às ruas em volume considerável é o custo, sobretudo da bateria, que sai pela metade do seu valor, que é de 30 mil euros (cerca de R$ 75 mil), dos quais 15 mil euros são somente da bateria. No Brasil, há ainda os impostos elevados, que deverão encarecer mais ainda o acesso à novidade tecnológica.

No Ceará, os carros movidos a energia ainda se contam em unidades, sendo apenas três, da Coelce. A próxima aposta da Endesa no Estado será a instalação de um ponto de demonstração na sede da empresa cearense, na Rua Padre Valdevino.

Atualmente, também na Coelce, existe um local de recarga. Assim, o fortalezense poderá conhecer a nova tecnologia em agosto, mês em que a cidade será sede do Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (Citenel).

Europa avança
No mercado espanhol já existem 232 veículos elétricos, a maioria de propriedade de empresas, sendo 20 da Endesa. Existem ainda na Espanha mil pontos de recarga. A expectativa é de que os veículos cheguem ao consumidor final a partir do segundo semestre deste ano.

O veículo "verde" foi apresentado ontem, em Madri, à imprensa da América Latina, assim como o projeto de desenvolvimento de mobilidade elétrica da Endesa e a SmartCity, localizada em um bairro em Málaga, onde funciona o plano piloto com a última palavra em tecnologia no uso e gestão da energia.

Jorge Sanchez, Responsável pelo Veículo Elétrico na Endesa, observa que há dois anos a companhia espanhola vem focando no projeto. De 2010 para cá, as principais inovações no mercado mundial no segmento foram o surgimento de carros maiores, com mais autonomia e novos sistemas de recarga. Neste ano, a novidade foi a recarga rápida, que permite em 10 minutos ter uma autonomia de 100 km.

Custos
O custo da energia para 100 km é de um euro, se o carro for carregado em casa. Na rua, este valor sobe para 5 euros. Por enquanto, o sistema de recarga na Espanha não é pago, pois a venda de energia para estes transportes ainda depende de regulação. Recentemente, foi aprovada a Lei de Gestão de Recarga no país ibérico. No Brasil, também deverá haver um marco regulatório para o uso do veículo elétrico.

Tendência de baratear
A expectativa é de que com o avanço da tecnologia em cinco anos, o carro venha a ter seu preço de mercado reduzido. O perfil de consumidor, até que ele avançe em maior escala no mercado, possui duas características principais: ser um aficcionado por tecnologia e possuir nível financeiro elevado.

Mas, se depender da disposição da Endesa, a intenção é tornar o uso destas máquinas cada vez mais popular. O mesmo ocorre com a maioria das montadoras europeias, que estão empenhadas no desenvolvimento tecnológico e sustentável.

A bateria do futuro já está em estudo e permitirá uma autonomia de até 700 Km. Além disso, deverá contar com um sistema de resfriamento inteligente.

Impressões
Ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas já fazem parte do carro de série. Quanto ao câmbio, é outra surpresa boa, ele é automático. São apenas dois pedais: freio e acelerador. A chave na ignição é comum, mas ao virá-la nenhum ruído no motor, dando a impressão de que não está ligado. Pode chegar à velocidade máxima de 130 km. (RC)

MENOS QUE EM 2010
Coelce deverá investir R$ 309 milhões neste ano
Aporte reduzido reflete os investimentos com foco no programa Luz Para Todos, que visa universalizar o serviço
Madri A Coelce deverá investir menos em 2011. Serão R$ 309 milhões neste ano, contra R$ 440 milhões em 2010. Os recursos serão alocados em melhoria de redes, automação, incorporação de novos clientes e ainda em qualidade.

A redução dos investimentos tem como um dos principais fatores o menor aporte necessário no programa Luz Para Todos, que universalizará o serviço no Estado e terá R$ 70 milhões neste ano, contra R$ 170 milhões em 2010. Atualmente, faltam 15.135 clientes em todo o Ceará para contarem com o abastecimento de energia.

Até dezembro
Eles devem ser ligados à rede até dezembro próximo. Outros 5 mil, que estão em áreas de difícil acesso, e portanto requerem maior volume de recursos para serem conectados ao sistema energético, ainda será decidida a forma de atendimento, possivelmente a solar.

Após a universalização, a Coelce continua a agregar novos consumidores à rede, mas sobretudo oriundos do meio rural. As informações são de José Nunes Almeida, diretor Institucional e de Comunicação da companhia cearense, que está em Madri, onde ocorreu ontem a Assembleia Geral de Acionistas da Endesa, controladora da distribuidora cearense.

No ano passado, a Coelce registrou lucro líquido de quase R$ 472 milhões, com um crescimento de 19,5% ante o exercício anterior.

Segundo a distribuidora, o desempenho pode ser atribuído ao aumento na venda de energia, ao incremento da base de consumidores e ainda à melhoria nos seus indicadores de qualidade e produtividade.

A Coelce encerrou o ano de 2010 com 2.856.239 consumidores efetivos, 4,3% superior ao número de unidades registradas em 2009. (RC)

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