Diversos países já adotaram algum tipo de incentivo fiscal e/ou aprovaram medidas de redução de impostos para veículos elétricos.
"Para que as grandes vantagens do carro elétrico sejam auferidas, será necessário resolver questões de natureza fiscal, industrial e da infraestrutura de recarga.". Assim resume Pietro Erber, Diretor Presidente da ABVE e Diretor do INEE, em seu artigo intitulado Para Acelerar o Carro Elétrico. Segundo Erber, estas são as maiores dificuldades para que os veículos elétricos possam, efetivamente, se estabelecer no cenário nacional.
Entretanto, alguns países já adotaram soluções e incentivos para a difusão dessa tecnologia de acionamento, limpa e eficiente. O site TheEV.biz reuniu uma seção com 14 países que já contam com algum tipo de incentivo governamental para veículos elétricos - Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido e Romênia.
Portugal: subsídio de €5.000 para os primeiros 5000 carros elétricos vendidos, além de um incentivo de €1.500 para quem utilizar um carro a combustão interna como parte do pagamento de um carro elétrico. Recentemente, foi realizado o Electric Tour, evento que teve como prioridade levar o conhecimento desta tecnologia às pessoas e familiarizá-las com os carros elétricos e com o seu carregamento.
Espanha: o preço sugerido pelo veículo terá abatimento em até 25% do valor final ou até chegar à cota de €6.000. O benefício também é concedido para ônibus, vans e táxis. No entanto, o valor do bônus poderá ir de €15.000 a €30.000. Os compradores ou operadores de veículos elétricos ainda terão tarifas reduzidas para consumo de energia elétrica em determinados horários, a fim de reduzir os custos de quem optou pelo veículo elétrico
Alemanha: carros elétricos e híbridos plug-in estão isentos do imposto de circulação anual por um período de cinco anos, a partir da data da sua primeira matrícula. Em março de 2011, o governo alemão anunciou que deverá dobrar a ajuda para indústria, oferecendo 2 bilhões de euros (US$ 2,8 bi) até 2013, com o objetivo do país se tornar líder mundial em carros elétricos e tenha 1 milhão de veículos do tipo rodando até 2020.
Canadá: Como as províncias do país são mais independentes do governo federal, se compararmos com o Brasil, existem muitas iniciativas em cada província. Manitoba divulgou este ano um roadmap sobre a implantação de veículos elétricos, enquanto a Província de Ontaro oferece uma ajuda de custo entre US$ 4,900 a US$ 8,320, na compra de veículos elétricos desde 01/07/2010. Quebec, no momento, é a provincia mais adiantada em matéria de carros eletricos, que tem como meta a utilização de veículos elétricos e/ou veículos elétricos híbridos em todo o transporte público até 2020.
Veja a relação completa de países no site TheEV.biz.
E na América do Sul?
No dia 30/12/2010 foi aprovado no Uruguai o DEC. N° 411/010, que promove a redução de alíquota no IMESI (Impuesto Especifico Interno) para veículos elétricos e híbridos. O anúncio foi feito duas semanas antes, em discurso realizado na segunda edição do Premio Nacional de Eficiencia Energética.
No Brasil, as esperanças renascem. Um mês após a realização do 1º Seminário Brasileiro sobre Tecnologias para Veículos Elétricos - TEC-VE 2011, o governo retomou os estudos para a elaboração de um marco regulatório para deslanchar o mercado de carros elétricos no país. Está em análise, em uma primeira etapa, o incentivo à importação. Isso serviria para criar demanda local e desenvolver a infraestrutura necessária de abastecimento. Depois, a estratégia é criar a tecnologia de fabricação nacional de veículos elétricos. O principal desafio é o desenvolvimento de baterias mais baratas e com maior autonomia de quilometragem.
A ABVE não tem informações sobre incentivos para carros elétricos adotados nos demais países sulamericanos. Entretanto, temos notícias de que, no Chile, o presidente Sebastián Piñera participou da inauguração de uma estação de recarga rápida, declarando que "vamos formar uma aliança entre o setor privado e o setor público, para fazer com que tecnologias mais limpas e mais amistosas com o meio ambiente, como o carro elétrico, permitam ao país não somente acompanhar o progresso, mas sim estar na vanguarda das mudanças tecnológicas".
Por sua vez, a Argentina estabeleceu uma cota de 300 veículos híbridos e elétricos por ano com apenas 2% de imposto de importação, porém só para quem já fabrica no país. Além disso, o governo pretende que as montadoras que operam no país comecem a produzir carros elétricos para exportação, de olho no nicho de mercado que está se abrindo no sudeste asiático, Europa e Estados Unidos. Esta medida faz parte da estratégia para reduzir o déficit comercial que afeta o setor. O foco nas exportações deve-se ao fato de que o país não possui, ainda, infraestrutura adequada para a circulação desses automóveis.
"Para que as grandes vantagens do carro elétrico sejam auferidas, será necessário resolver questões de natureza fiscal, industrial e da infraestrutura de recarga.". Assim resume Pietro Erber, Diretor Presidente da ABVE e Diretor do INEE, em seu artigo intitulado Para Acelerar o Carro Elétrico. Segundo Erber, estas são as maiores dificuldades para que os veículos elétricos possam, efetivamente, se estabelecer no cenário nacional.
Entretanto, alguns países já adotaram soluções e incentivos para a difusão dessa tecnologia de acionamento, limpa e eficiente. O site TheEV.biz reuniu uma seção com 14 países que já contam com algum tipo de incentivo governamental para veículos elétricos - Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido e Romênia.
Portugal: subsídio de €5.000 para os primeiros 5000 carros elétricos vendidos, além de um incentivo de €1.500 para quem utilizar um carro a combustão interna como parte do pagamento de um carro elétrico. Recentemente, foi realizado o Electric Tour, evento que teve como prioridade levar o conhecimento desta tecnologia às pessoas e familiarizá-las com os carros elétricos e com o seu carregamento.
Espanha: o preço sugerido pelo veículo terá abatimento em até 25% do valor final ou até chegar à cota de €6.000. O benefício também é concedido para ônibus, vans e táxis. No entanto, o valor do bônus poderá ir de €15.000 a €30.000. Os compradores ou operadores de veículos elétricos ainda terão tarifas reduzidas para consumo de energia elétrica em determinados horários, a fim de reduzir os custos de quem optou pelo veículo elétrico
Alemanha: carros elétricos e híbridos plug-in estão isentos do imposto de circulação anual por um período de cinco anos, a partir da data da sua primeira matrícula. Em março de 2011, o governo alemão anunciou que deverá dobrar a ajuda para indústria, oferecendo 2 bilhões de euros (US$ 2,8 bi) até 2013, com o objetivo do país se tornar líder mundial em carros elétricos e tenha 1 milhão de veículos do tipo rodando até 2020.
Canadá: Como as províncias do país são mais independentes do governo federal, se compararmos com o Brasil, existem muitas iniciativas em cada província. Manitoba divulgou este ano um roadmap sobre a implantação de veículos elétricos, enquanto a Província de Ontaro oferece uma ajuda de custo entre US$ 4,900 a US$ 8,320, na compra de veículos elétricos desde 01/07/2010. Quebec, no momento, é a provincia mais adiantada em matéria de carros eletricos, que tem como meta a utilização de veículos elétricos e/ou veículos elétricos híbridos em todo o transporte público até 2020.Veja a relação completa de países no site TheEV.biz.
E na América do Sul?
No dia 30/12/2010 foi aprovado no Uruguai o DEC. N° 411/010, que promove a redução de alíquota no IMESI (Impuesto Especifico Interno) para veículos elétricos e híbridos. O anúncio foi feito duas semanas antes, em discurso realizado na segunda edição do Premio Nacional de Eficiencia Energética.
No Brasil, as esperanças renascem. Um mês após a realização do 1º Seminário Brasileiro sobre Tecnologias para Veículos Elétricos - TEC-VE 2011, o governo retomou os estudos para a elaboração de um marco regulatório para deslanchar o mercado de carros elétricos no país. Está em análise, em uma primeira etapa, o incentivo à importação. Isso serviria para criar demanda local e desenvolver a infraestrutura necessária de abastecimento. Depois, a estratégia é criar a tecnologia de fabricação nacional de veículos elétricos. O principal desafio é o desenvolvimento de baterias mais baratas e com maior autonomia de quilometragem.A ABVE não tem informações sobre incentivos para carros elétricos adotados nos demais países sulamericanos. Entretanto, temos notícias de que, no Chile, o presidente Sebastián Piñera participou da inauguração de uma estação de recarga rápida, declarando que "vamos formar uma aliança entre o setor privado e o setor público, para fazer com que tecnologias mais limpas e mais amistosas com o meio ambiente, como o carro elétrico, permitam ao país não somente acompanhar o progresso, mas sim estar na vanguarda das mudanças tecnológicas".
Por sua vez, a Argentina estabeleceu uma cota de 300 veículos híbridos e elétricos por ano com apenas 2% de imposto de importação, porém só para quem já fabrica no país. Além disso, o governo pretende que as montadoras que operam no país comecem a produzir carros elétricos para exportação, de olho no nicho de mercado que está se abrindo no sudeste asiático, Europa e Estados Unidos. Esta medida faz parte da estratégia para reduzir o déficit comercial que afeta o setor. O foco nas exportações deve-se ao fato de que o país não possui, ainda, infraestrutura adequada para a circulação desses automóveis.
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